Questões de Família e Sucessões envolvem decisões que podem produzir efeitos por muitos anos sobre patrimônio, filhos e relações familiares. Divórcio, dissolução de união estável, guarda, convivência, alimentos, partilha e inventário exigem soluções diferentes conforme a composição da família, o regime de bens, o patrimônio existente e as circunstâncias concretas de cada situação.
Em divórcios e dissoluções de união estável, por exemplo, é necessário identificar quando e como os bens foram adquiridos, sua origem, eventual utilização de recursos particulares, dívidas existentes e o regime patrimonial aplicável. Escrituras, contratos, matrículas de imóveis, extratos, comprovantes de pagamento e outros documentos podem ser determinantes para definir o que integra ou não a partilha.
Quando há filhos, a análise não se limita à definição formal da guarda. A rotina da criança, a participação de cada genitor, as despesas efetivamente suportadas, a capacidade financeira de ambos e a organização da convivência são elementos relevantes para estabelecer alimentos e construir uma solução que preserve, acima de tudo, os interesses dos filhos.
Nas questões sucessórias, é preciso levantar os bens, direitos e dívidas deixados, identificar os herdeiros e verificar a existência de testamento, doações ou outras circunstâncias capazes de interferir na divisão do patrimônio. Conforme a situação, o inventário e a partilha podem ser realizados judicialmente ou, preenchidos os requisitos legais, pela via extrajudicial.
Sempre que houver espaço para consenso, uma solução negociada pode simplificar procedimentos e reduzir o desgaste entre as partes. Quando isso não é possível, a atuação judicial permite discutir a extensão dos direitos envolvidos, produzir as provas necessárias e buscar a solução adequada, inclusive por meio de medidas urgentes quando a situação exigir.