Uma controvérsia tributária pode surgir antes mesmo de qualquer processo judicial. Autos de infração, notificações fiscais, inscrições em dívida ativa e cobranças administrativas precisam ser examinados desde o início, porque os prazos para impugnação e a escolha da medida adequada podem influenciar diretamente a possibilidade de discutir o débito e evitar consequências patrimoniais posteriores.
Quando a cobrança já chegou à execução fiscal, a análise envolve não apenas a origem e a correção do tributo exigido, mas também questões como prescrição, responsabilidade pelo débito, regularidade da inscrição em dívida ativa, valores cobrados, garantias oferecidas e eventuais bloqueios ou constrições patrimoniais. Documentos fiscais, declarações, comprovantes de pagamento, processos administrativos e a própria certidão de dívida ativa podem ser determinantes para definir a defesa possível.
A atuação tributária também pode ocorrer em sentido inverso, quando é o contribuinte quem possui valores a recuperar. Pagamentos indevidos ou superiores ao devido, retenções equivocadas e determinadas cobranças declaradas ilegais podem, conforme o caso, gerar direito à restituição ou compensação. Para isso, é necessário identificar a origem do crédito, o período alcançado e a documentação capaz de demonstrar os recolhimentos realizados.
Há ainda situações em que a análise jurídica deve ocorrer antes da operação ou do surgimento do conflito. A aquisição ou transferência de patrimônio, a realização de determinados negócios e outras decisões com repercussão tributária podem produzir consequências bastante diferentes conforme a forma como são estruturadas. Nesses casos, conhecer previamente a incidência dos tributos e as alternativas juridicamente disponíveis permite tomar decisões com maior segurança.